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A Manchadita

A Manchadita

05
Ago20

Uma palavra uma opinião

A Manchadita

Boas malta

Para quem não viu o post da quarta anterior, aconselho a verem, falei sobre a palavra Educação.

Estes posts englobam a minha opinião breve acerca de uma palavra aleatória.

A palavra de hoje é Guerra:

Guerra, tinha muito que falar e é uma palavra complicada de se generalizar, porque guerra pode significar muita coisa, podia pegar no que vivemos agora com o COVID 19 e adjetivá-la como uma situação de guerra silenciosa ou pegar nas guerras dos nossos antepassados. A verdade é que esta palavra faz-me lembrar luta, só que luta num mau sentido, por que uma coisa seria lutar pelos teus objetivos, mas neste caso não é própriamente uma luta contigo próprio por uma superação, é uma luta contra algo ou alguém, que não está necessáriamente ligado a uma luta fisica mas também uma luta psicológica, uma luta baseada em provocações ou materialismos.

Guerra, por norma, na minha visão, pode ser evitada, quando alguém está errado não é preciso criar uma batalha por causa da situação é só fazer ver esse alguém a outra versão das coisas. Ás vezes não é necessário ser sobre um erro, pode nascer uma guerra derivado a visões diferentes sobre um assunto, o que devem ser criados debates saudaveis e não uma luta constante sem esperança de um final que nos deixa a viver com angustia e até medo. No caso das guerras silenciosas, o normal é viver-se cumprindo com todas as precauções e cuidados que quem nos defende (enfermeiros, médicos, os da linha da frente) nos informa.

A verdade é que não somos todos iguais e é inevitável acontecerem algumas guerras... Mas aí não posso opinar.

Espero que tenham gostado e obrigada!

29
Jul20

Uma palavra uma opinião

A Manchadita

Boas malta

Foi-me sugerido pegar numa palavra aleatória e escrever sobre ela...

Educação é a palavra de hoje:

Educação, para mim, não é só e apenas aquela que te é dada pelos teus pais ou aquilo que te é incutido na escola, mas também aquilo que tu retens como princípios, aquilo que tu acolhes pelo que aprendes no que vês nos media ou em ações que observas na rua, no teu dia-a-dia.

Tu escolhes a tua educação, tu escolhes se és bem ou mal criado, se dizes "olá", "bom dia", "boa tarde" e "boa noite", "obrigada" e "por favor". As bases da educação são importantes e cada ser humano após ter crescido e ser suficientemente maduro, já tem autonomia suficiente para, mesmo que não tenha tido o melhor acompanhamento, saber e praticar as boas maneiras. Isso também é educação!

Espero que tenham gostado e obrigada!

 

24
Jun20

Monólogo | Trabalho proposto da licenciatura de Teatro

A Manchadita

Boas malta!

Para quem não sabe, eu estou a frequentar uma licenciatura em Teatro e venho partilhar convosco um monólogo que fiz, que acho interessante ao nível do pensamento. É um monólogo referente à personagem Encenador da Vida do texto Antes da Meia Noite, de Jorge Palinhos, um trabalho proposto por Luísa Pinto. Nesta apresentação inspirei-me, não propriamente ao encenador como o texto o vê, mas sim, em alguém não muito velho, com alguma experiência de vida e cultura, com interesses históricos, mas principalmente em alguém com alguma ironia e um certo bairrismo no discurso. É, básicamente, uma critica feita por esta personagem à sociedade hodierna.

Espero que gostem! 

 

 

 

 

17
Jun20

A Farsa do Advogado Pathelin

A Manchadita

Boas maltinha

Vou-vos deixar aqui um trabalho que fiz para a Faculdade que acho digno estar públicado agora, já o apresentei e em virtude de ter gostado muito de o ter feito, acho maravilhoso poder partilhar convosco!

Trata-se de uma leitura que fiz de uma obra, mais precisamente de uma farsa, da idade média, que se desconhece o autor. Para vos entusiasmar, digo-vos já que é muito anedótica e pequenina, como sabem eu amo partilhar anedotas convosco e esta obra, na minha opinião, é simples, suficientemente detalhada e com muita graça pelo meio.

Eu vou apresentar-vos um breve resumo para entenderem e vou deixar também um pouco de cultura relacionado com a obra, que, para quem gosta de arte, em especifico a arte teatral, é interessante saber-se. E como eu costumo dizer "o saber não ocupa lugar", simplesmente nos torna pessoas mais interessantes.

  • Resumo:

Pathelin, advogado corrupto e desonesto, prepara uma cilada ao comerciante de tecidos, Guilherme, pois vê-se numa fase de decadência económica e precisa de roupa para ele e para a esposa Guilhermina. Vai à loja do mestre Guilherme, que lhe tenta vender os artigos mais caros do que são. Pathelin compra uma fazenda na condição de Guilherme ir jantar a sua casa e, apenas posteriormente, lhe pagar com umas peças de ouro. Contudo, já tinha combinado com a esposa que, quando Guilherme chegasse a sua casa, esta fingiria que Pathelin estava gravemente doente e que nem saía do quarto, não podendo ter sido ele a comprar qualquer fazenda, acabando assim por, no momento, convencer o mestre Guilherme que este teria visto na sua loja o diabo em forma do advogado.

Guilherme ainda desconfia, mas vai pela segunda vez a casa do Doutor Pathelin para tirar as supostas verdadeiras conclusões. Acaba convencido de que o advogado está realmente doente com base no que a esposa do Doutor lhe disse.

O pastor Teobaldo, que cuidava dos rebanhos de Guilherme, matava os carneiros para fazer o seu próprio dinheiro e dizia que estes morriam derivado à peste. O comerciante, ao descobrir o sucedido, levou o caso a tribunal.

Posto isto, Pathelin, pensando que ia ficar com mais posses financeiras, pactua com Teobaldo defendê-lo perante um Juiz em troca de ouro, sendo que durante o julgamento Teobaldo só podia responder “Béé!”, para que fosse visto no tribunal como idiota e vencesse o caso. Durante o julgamento, Guilherme, ao ver Pathelin na defesa, entra em colapso e confunde as duas histórias de que foi vítima (a morte dos seus carneiros e a armadilha da fazenda) sendo considerado louco.

No final do julgamento, Pathelin pede ao seu cliente o prémio pela defesa que fez, mas Teobaldo responde-lhe “Béé!” e foge. Esta obra termina com “uma raposinha” a enganar “uma raposa matreira”.

  • Comentário:

“A farsa do advogado Pathelin”, como o nome indica, é uma obra jubilosa que retrata uma armadilha de um advogado que julga ser “esperto” acreditando que conseguia obter a satisfação dos seus interesses enganando os outros. Contudo, as restantes personagens também apresentam características hipócritas e desonestas e assim se desenrolam vários confrontos burlescos. É um texto dramático que traduz uma crítica às classes sociais, visível na obra através dos conflitos entre comerciantes e homens de lei.

É uma obra de literatura francesa da idade média, criada em meados do século XV, que é escrita numa fase em que o assunto “peste negra” foi um problema recente, como se comprova em várias citações da obra, “Depois vinha dizer que tinham morrido de peste”. Foi criada também após a Guerra dos Cem Anos, última guerra feudal, em que a situação política e económica se recompõe e é possível o renascimento artístico.

Esta sátira social aparece na época de Carnaval. Então, a honestidade burguesa e a moralidade cristã são ridicularizadas como podemos comprovar em alguns diálogos em que as personagens dissimuladas recorrem a Deus e a Nossa Senhora, como por exemplo “Por Deus, mestre Guilherme, só assim o senhor conhecerá o caminho de minha casa”. Um tema também relacionado com o Carnaval é a loucura. Pathelin representa “o louco” “ele canta, chora, ri, dança, fala em línguas diferentes” e Guilhermina convence Guilherme de que é ele o louco (“o senhor continua na sua loucura”).

Outro aspeto a salientar é que o vocabulário desta obra é acessível, de modo a que todos entendam a critica e de forma a criar um vínculo com o público.

Em suma, é uma obra, em que se desconhece o autor, detalhadamente jocosa, com uma linguagem simples e ingénua que são caraterísticas da Idade Média.

 

Espero vos ter dado a conhecer algo novo e que tenham considerado agradável esta minha públicação.

Beijinhos

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